Pesquisas alertam: excesso de telas pode trazer riscos à saúde
Nesta matéria trazemos quais riscos para sua saúde ficar muito tempo em contato com as telas, seja no celular, computador, TV, Brasil ja é o segundo país que mais fica diante de telas, confira
Segundo uma pesquisa realizada pela DataReportal, que comparou o uso de telas em 45 países, o resultado revela que o Brasil aparece como o segundo país com maior índice de indivíduos diante de telas e isto não é nada bom, trazendo malefícios para sua saúde.
A presença constante da tecnologia se tornou essencial para o desenvolvimento econômico e individual. Por outro lado, o uso excessivo de telas, seja em computadores, smartphones, tablets ou televisões, pode acarretar impactos significativos na saúde física e mental da população. Assim, é fundamental encontrar um equilíbrio entre as conveniências tecnológicas e a promoção da sua saúde e bem-estar.
O tempo despendido diante das telas pode ser direcionado para outras atividades mais benéficas, como a prática de exercícios físicos, uma medida fundamental na luta contra o sedentarismo e prevenção de doenças cardiovasculares e metabólicas. Estudos também relacionam o uso abusivo das telas ao desenvolvimento de miopias e à deterioração da saúde mental, com maior incidência de quadros depressivos e de ansiedade, realçando a importância de repensar os hábitos digitais.
No Brasil, a população permanece acordada por aproximadamente 16 horas diárias, nas quais mais da metade do tempo é dedicada ao manuseio de smartphones e computadores. Essa análise foi conduzida com base na pesquisa Global Overview Report, realizada pela DataReportal, que comparou o uso de telas em 45 países. O resultado revela que o Brasil aparece como o segundo país com maior índice de indivíduos diante de telas.O estudo constatou, ainda, que 56% das horas despertas são consumidas interagindo com dispositivos, equivalente a cerca de nove horas diárias. No topo do ranking, estão os sul-africanos, que destinam a média de 58% do tempo acordado para o uso de computadores ou smartphones.
Como mencionado, a tecnologia vem para facilitar e agilizar a vida da população. No entanto, cada vez mais, estudos têm sugerido que se expor excessivamente a telas de dispositivos eletrônicos pode ser prejudicial para a saúde humana.
A seguir, elencamos os principais malefícios associados ao tempo de tela excessivo.
1. Sedentarismo – Quanto mais tempo uma pessoa fica navegando na internet, assistindo séries ou interagindo em redes sociais, menor será o tempo destinado à realização de outras atividades, principalmente atividades físicas, contribuindo para o desenvolvimento de uma série de problemas de saúde. A falta de atividade física impacta negativamente o funcionamento geral do corpo, inclusive da saúde mental, o que destaca ainda mais a importância de manter o equilíbrio entre o tempo de tela com a prática regular de exercícios.
2. Visão – O constante foco nas telas pode levar a desconfortos oculares, fadiga visual e, em casos extremos, à síndrome do olho seco. A exposição prolongada à luz azul emitida pelos dispositivos eletrônicos também pode interferir no ciclo natural do sono. De acordo com estudos, o uso prolongado de telas pode estar ligado, inclusive, à progressão de quadros de miopia.
3. Saúde mental – Pesquisas sugerem uma forte correlação entre o uso excessivo de telas e problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. A constante exposição a conteúdos estressantes e a pressão gerada pelas redes sociais podem agravar quadros psicológicos preexistentes, além de contribuir para o surgimento de novos sintomas e doenças mentais.Portanto, é vital promover o equilíbrio digital para preservar a saúde mental, associando a sua rotina com práticas prazerosas, de preferência aquelas que possuam interação social presencial.
4. Isolamento social – Estar conectado por longos períodos à internet prejudica o desenvolvimento de relações interpessoais, contribuindo para quadros de isolamento social. A dependência de interações virtuais, em detrimento das experiências face a face, pode impactar negativamente a saúde emocional e social dos indivíduos.Diversos estudos já demonstraram a relevância do convívio social presencial para o desenvolvimento humano, desde a infância até a fase adulta. Esse contato íntimo entre pessoas não apenas promove a troca de experiências e aprendizado de novos conhecimentos, como também estimula a afetividade, o humor e previne o desenvolvimento de quadros depressivos ou de ansiedade.
5. Sono – A exposição à luz azul das telas, especialmente à noite antes de dormir, pode interferir na produção de melatonina, o hormônio responsável pela regulação e qualidade do sono. Esse hábito não benéfico pode resultar em distúrbios do sono e agitação noturna, afetando a qualidade e a quantidade de horas dormidas.A memória é outro fator que pode ser prejudicada pela falta de sono. Já é comprovado cientificamente que ter um sono regular e adequado, em termos de horas dormidas, é imprescindível para a consolidação de novas memórias e aprendizado. Dessa forma, a criação de hábitos saudáveis, antes de dormir, é uma dica importante para preservar a qualidade do sono e realmente conseguir descansar para o dia seguinte.







